Lula é o comandante de toda a organização criminosa que vigorou no País por 13 anos, diz procurador da Lava Jato

A entrevista a seguir foi publicada pela edição brasileira do jornal espanhol El País de hoje. A entrevistadora é Carla Jiménez. Vai na íntegra:

Carlos Fernando Santos Lima é um dos rostos que mais personificam a força-tarefa que conduz a Operação Lava Jato em Curitiba, ao lado do colega Deltan Dallagnol. De prosa fluída, o procurador do Paraná discorre sobre a operação utilizando figuras de linguagem que podem passar por vampiros à Revolução Francesa, até o filme Diamante Cor de Rosa, com o intuito de se fazer entender e colocar o trabalho da Lava Jato no contexto histórico brasileiro. Forjou seu caráter numa família de procuradores que atuaram sempre no Ministério Público. Com o tempo, Lima tornou-se um enxadrista experiente na hora de negociar penas com delatores da operação que vive sob ataque severo de quem, inclusive, a apoiava há até bem pouco tempo.

(...)

P. Esse sentimento não acabou neutralizando uma reação mais indignada quando estão vindo à tona evidências sobre um presidente de outro partido que tem malas de dinheiro atreladas a seu nome, viagem em jatinho da JBS?
R. Eu tenho uma indignação em relação às pessoas que estiveram apoiando a Lava Jato sob essa suposição. Os que são evidentemente partidários e se expressam dessa forma não percebem seu próprio discurso. Isso me tira do sério. Você não era contra a corrupção? Agora porque não está indignado? Verdade, PT organizou, sistematizou, dentro de um partido, aquilo que era típico de caciques eleitorais. Os outros partidos são assim, como o PMDB. Uma agremiação de caciques eleitorais. Cada um com seu próprio esquema de financiamento e seu esquema de lavagem. Corrupção é corrupção, não importa a metodologia, não é melhor ou pior.

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